LENDAS BRASILEIRAS AO SOM DE VILLA-LOBOS E CANTIGAS

Carlos Guimarães Coelho | Jornalista e Produtor Cultural

Fotos: Divulgação

COMPANHIA TEATRAL SEDIADA NA EUROPA CHEGA A UBERLÂNDIA COM ESPETÁCULO INFANTIL “CURUPIRA”

Não é sempre que um espetáculo tem tamanha longevidade. São 24 anos de sucesso na encenação de um musical infanto-juvenil, chegando a Uberlândia entre os dias 22 e 24 de agosto. O espetáculo “Curupira” tem texto de Roger Mello, autor contemplado com o  Nobel de Literatura e com o Prêmio dinamarquês Hans Christian Anderesen, em diálogo com os mitos e lendas da cultura brasileira. As apresentações vêm em celebração ao Dia Nacional do Folclore, comemorado dia 22 de agosto. Através de uma dramaturgia dinâmica, Roger descontrói a ideia do “ser curupira”. Uma fluência na narrativa que vai desvendando aos poucos os mistérios deste ser lendário e nos proporciona um fim surpreendente, onde podemos perceber a junção do grande quebra-cabeças apresentado, cena a cena, durante o espetáculo.  A escrita cênica do encenador teuto-ítalo-brasileiro Ricardo Schöpke dialoga com os estudos da Companhia Boto-Vermelho, grupo que se reveza entre apresentações no Brasil e na Europa, onde está sediado. Além de toda uma pesquisa inédita na área de animação, no desenvolvimento de técnicas de teatro de sombras – a criação de uma mulher palco em miniatura, sombras gigantes -, há a utilização cênica dos bonecos de dedos, do boneco de corda e de máscaras populares e títeres em tamanho humano. Juntando-se a isso uma pesquisa aprofundada na música, no canto popular, operístico e no uso de percussão, com atores tocando instrumentos. A trilha sonora do espetáculo é composta de intervenções musicais percussivas e eletrônicas e de músicas mecânicas inéditas do grande maestro brasileiro, o internacional Villa-Lobos, além do canto pelos atores, que interpretam também músicas populares e cantigas brasileiras. “Curupira” quebrou paradigmas à época de seu lançamento. E continua quebrando, 24 anos depois de sua estreia. Foram mais de 300 apresentações ao longo deste período, atingindo um público de centenas de milhares de espectadores. No Brasil, na década de 1990, concorreu a seis Prêmios Mambembe nas categorias de melhor autor, diretor, ator, figurino, categoria especial, ganhando cinco deles, e ao Prêmio Isnard Azevedo nas categorias de ator, iluminação e figurino. Recebeu o Prêmio Coca-Cola de Melhor Iluminação, o Prêmio Isnard Azevedo de Melhor Figurino, e os Prêmios de Espetáculo em Blumenau, 7o PGE e 9o FENATIFS. Enquanto grupo, a Companhia Boto-Vermelho tem 35 indicações a prêmios nas mais variadas categorias (autor, diretor, ator, iluminador, figurino, coreografia, entre outros) e é vencedora de 32 prêmios nacionais.

Sinopse – A história é simples. O mérito vem pela potência criativa como ela é contada. E cantada. Dois irmãos encontram-se em uma mata fechada, no interior de Minas Gerais, numa noite de lua cheia, na companhia de estranhos personagens da região: o Velho da Mata, a Velha da Embolada, a Mariposinha, e de gritos e assovios, que prenunciam a presença de um curupira pelas redondezas. Dizem que Curupira faz caçador se perder na mata em dia de sexta-feira! Um assobio aqui, outro mais adiante e quando se vê… não tem mais jeito. Não tem mais volta. É assim o Curupira: protetor de um lado, assustador de outro. Meio bicho, meio gente, meio assombração – se é que pode haver três meios. O que virá a seguir não pode ser contado. É surpresa para a criançada. E também para os adultos, que se encantam com a narrativa de nossas riquezas.

Crítica especializada

“Ricardo Schöpke, o imbatível produtor e diretor, marca mais um tento em sua carreira. O texto é de Roger Mello, autor premiado, um dos mais interessantes autores que apareceram nos últimos anos” – Lúcia Cerrone, Jornal do Brasil.

“É um espetáculo que vai ser apreciado pela turma em idade escolar, capaz de se deixar envolver pela beleza do texto. Mello e Schöpke apostam no bom gosto e inteligência do público” – Lívia de Almeida, Revista Veja.

“Sem dúvida, um trabalho que encanta a plateia infantil, enquanto resgata lendas e mitos brasileiros, algo que tem sido negligenciado por nossa dramaturgia infanto-juvenil” – Pedro Autran Ribeiro, Jornal da Tarde-SP.

“Espetáculo de uma brasilidade importante, sem cair nas mesmices do dito folclore. Explora o medo das crianças pelo desconhecido, pelo escuro e sons da natureza” – Dib Carneiro Neto, Jornal O Estado de São Paulo-SP.

Serviço:

Local: Teatro Municipal de Uberlândia. Datas: 22, 23 e 24 de agosto. Horário: Sessões para escolas – quinta às 14h e 15h30, sexta às 8h30, 10h, 14h30 e 15h30. Sessões abertas ao público: sábado às 16h e 18h. Ingressos: R$ 60,00 inteira. R$ 30,00 meia. Capacidade do teatro: 750 lugares. Classificação etária: Livre para todas as idades. Duração: 70 minutos. Informações: 9 9866-1727.

 

 

 

 

 

 

 

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