AUTISMO NÃO TEM CARA

Laura Lany | Mariana Dias | Redação Cult

 

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA FOI REALIZADA DE 1º A 7 DE ABRIL NO CENTER SHOPPING

 

A exposição nomeada “Autismo não tem cara”, idealizada por Ana Carolina Brandão Santos, mãe de uma criança com autismo, foi pensada como forma de conscientizar a população sobre a síndrome, aproveitando que em 2 de abril é comemorado o Dia Internacional de Conscientização do Autismo. Seu filho José foi diagnosticado com autismo moderado aos 3 anos de idade e, desde então, ela procura maneiras de descartar toda forma de preconceito, além de orientar pessoas que não têm conhecimento sobre o assunto e participar de eventos com mães que vivem o mesmo que ela. Pensando nessa luta pela inclusão e contra o preconceito, Ana Carolina diz que o autista não tem cara, que pode ser qualquer criança, de diferentes maneiras, e pensou em um projeto fotográfico que inclua crianças com a síndrome para mostrar essa realidade às pessoas. A partir daí, convidou sua amiga fotógrafa Mariana Dias para participar, voluntariamente, desse projeto. Mariana conta que foi uma experiência fantástica, pois sabia muito pouco sobre o autismo e pôde se aproximar e se envolver com o assunto. “Foi um momento muito natural, de muita brincadeira, conversa e registrando momentos de muita leveza”, enfatiza. A fotógrafa disse que as fotos puderam desmistificar um pouco do estereótipo do autista, pois ao verem a partir dos registros foi possível perceber que eles se comunicam, se divertem, socializam e cada uma com sua característica própria, não sendo identificado por características físicas.

 TEA

O Transtorno do Espectro Autista, ou mais conhecido como Autismo, é uma síndrome neurológica que costuma ser diagnosticada entre um ano e meio e três anos de idade. Ele afeta várias condições da criança como a habilidade social, comportamental, atraso na fala, comunicação não-verbal, impactando diretamente o desenvolvimento e o aprendizado. O autismo ainda não possui causas inteiramente conhecidas. Há estudos que apontam que haja alguma predisposição genética, infecção durante a gravidez ou fatores ambientais como a poluição. O diagnóstico precoce pode reduzir os sintomas, além de ajudar no desenvolvimento e na aprendizagem. De acordo com o Centro para Controle e Prevenção dos Estados Unidos, uma em cada 68 crianças é diagnosticada com algum tipo de transtorno do espectro autista. No Brasil, estimar-se que exista, no mínimo, 2 milhões de autistas.

Sintomas

Falta de contato visual. Hiperatividade. Imitação involuntária de movimento de outras pessoas. Irritabilidade. Atraso na fala. Falta de atenção. Sensibilidade ao som ou tique.

Tratamentos

Controle da raiva. Terapia familiar. Análise do comportamento aplicada. Processamento Sensorial. Teleprática. Tratamento com animais.

 

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