Dermatologista alerta sobre os exageros

Cintia Cunha

Dra. Cintia Cunha fala sobre envelhecimento e novidades na área.

Credito: Robert Daly/OJO Images/Getty Images

Olhar no espelho, fazer uma selfie e se sentir mais bonito é o sonho de boa parte da população. A busca pela juventude ou pelos traços mais atraentes tem gerado muitas vezes o oposto. Pessoas preenchidas demais, exageradas demais, “desarmonizadas”. Onde vamos parar? Antes de realizar qualquer tratamento estético, o paciente precisa compreender quais alterações seu rosto está vivendo no momento. Envelhecer não significa apenas perder colágeno e sentir a pele desabar. Na verdade, é algo mais complexo que isso. Nessa jornada do envelhecimento acontecem pelo menos quatro alterações básicas na face e certamente estão acontecendo com você também. Após os 30 anos, começamos a sofrer de uma “perda óssea natural”. Ela faz parte do envelhecimento. É como se o osso, o crânio, formasse o “cabide” para nossa pele. Se o cabide vai diminuindo com o tempo, a pele sobra, fica “caída”, dando ao rosto o aspecto de cansaço e envelhecimento. Claro que também perdemos colágeno e a pele de fato fica mais fina e flácida. Mas, algo que muitos não sabem é que alguns músculos da face também perdem sua tonicidade, ficam mais “frouxos” e afetam ainda mais esse processo gradativo de envelhecimento deixando tudo “mais caído”. E, para finalizar, as gordurinhas do rosto sofrem alterações e se depositam em áreas nada agradáveis. Resultado? O bigode chinês fica mais evidente, aquele “buldog” bem marcado… e tudo parece piorar. E por que é importante saber disso? Porque muitas vezes o melhor tratamento não é simplesmente injetar muitas seringas de preenchimento no rosto, tentando “levantar” a pele a todo custo. O ideal é um bom diagnóstico. Entender em qual etapa você se encontra, qual grau de envelhecimento ósseo, cutâneo, muscular e dos tecidos de gordura e então realizar tratamentos específicos para cada etapa do envelhecimento. E o que pode ser feito para tratar cada etapa? O importante é buscar naturalidade. Antes de tentar qualquer tratamento, procure saber o que está acontecendo com você, e tenha sempre moderação. Menos… é sempre mais! E para isso associar tratamentos que cuidem de cada etapa do envelhecimento fará o paciente gastar menos com preenchedores, alcançando resultados mais bonitos, duradouros e naturais. Na minha experiência, associar o ultrassom microfocado (como por exemplo o Ultraformer 3), para tratar profundamente a musculatura da face, levantando e definindo o contorno, as pálpebras, o pescoço, ajuda muito no embelezamento do paciente. Além disso, injetar ácido poli L lático (mais conhecido como Sculptra) aumenta em mais de 66% a quantidade de colágeno na pele com resultados duráveis por pelo menos 2 anos. E, claro, preencher com ácido hialurônico pontos onde a perda óssea é significativa realça todo tratamento. Ainda há lugar para a toxina botulínica (Botox, Dysporto, etc) que alivia as rugas de expressão, deixando os pacientes com aspecto mais descansado. Antes de tentar qualquer tratamento, procure saber o que está acontecendo com você, e tenha sempre moderação. Menos… é sempre mais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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