Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba passam por período crítico de enfrentamento ao Covid-19

Aumenta o número de internações, leitos ocupados, medidas restritivas e também de mortes em toda a região

Desde a chegada de 2021, a quantidade de contaminados pelo Coronavírus aumentou drasticamente em Minas Gerais. As regiões Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba são as mais afetadas pela falta de leitos, equipamentos e Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). Enfermos estão sendo transportados para hospitais com vagas em outras cidades, mas isso ainda não tem sido suficiente. Dia após dia, novos casos e novas mortes vêm sendo registrados, as restrições se intensificam por toda a parte e, desesperada, a população pede socorro.

Em Coromandel, a prefeitura declarou estado de calamidade pública. O município não possui UTI e apenas alguns leitos disponíveis, portanto, depende em maior grau de assistência e transferência para outros centros. No dia 14 de fevereiro, chegou a registrar 11 mortes em apenas 24 horas, quase 35% de todos os óbitos até o momento. O boletim publicado na última sexta-feira (19), informou que há cerca de 584 casos ativos, isso em uma cidade com pouco mais de 27 mil habitantes. A Covid-19 levou entes queridos, trabalhadores e profissionais da saúde – a citar o falecimento do Dr. Valtene Guimarães de 67 anos, ocorrido no último sábado, que significou grande perda não só para os familiares e amigos, mas para toda Coromandel.

A situação em Monte Carmelo não é muito diferente. Todos os leitos – dez UTIs, seis semi-intensivos e 25 enfermarias – do município foram ocupados. No dia 13 de fevereiro, o prefeito Paulo Rocha chegou a fazer um apelo nas redes sociais para que a população pudesse ajudar doando cilindros de oxigênio. Em boletim divulgado na última segunda-feira (22), o número de casos ativos é de 380 pessoas –  sendo que 52 dessas estão internadas – e, ao todo, há 64 óbitos por complicações da doença. A cidade carmelitana enfrenta a terceira semana de Onda Vermelha, com restrições rígidas de funcionamento, assim como Patrocínio e Patos de Minas. 

Uberlândia, por sua vez, caminha para a quinta semana seguida no nível mais crítico de todos: o vermelho. Devido à gravidade dos quadros local e regional, o município deu início, no último sábado (20), à fase rígida do Plano Municipal de Funcionamento das Atividades Econômicas, restringindo o funcionamento de comércios e a venda de bebidas alcoólicas. Desde o início da pandemia, a cidade registrou cerca de 919 mortes pela doença, mas o mais preocupante é que 100 delas foram confirmadas somente neste mês.    

Em live realizada domingo (21), o assessor técnico da rede de urgência e emergência da Secretaria de Saúde de Uberlândia, Clauber Lourenço, e a secretária do Governo e Comunicação, Ana Paula Junqueira, falaram sobre a possível mutação do vírus na região. Segundo eles, a variante ainda não foi confirmada, mas possivelmente está entre nós. “A gente já percebe que passou a ter maior mortalidade de pessoas jovens e isso deve se justificar na nova cepa. Até porque ela já está difundida para todos os lugares, praticamente todos os estados já têm notícias da nova cepa. E ela tem um poder muito maior de disseminação e também, aparentemente, uma mortalidade maior”, explica o assessor.

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