
Quem é Aline Segato Maestri?
Meu nome é Aline Segato Maestri, tenho 16 anos, sou natural de Uberlândia-MG, filha de Marcelo Segato Morais e Daniela Maestri Segato, e irmã de Amanda Segato Maestri. Há dois anos, moro na cidade do Rio de Janeiro/RJ e sou atleta profissional da equipe do Sesc/Flamengo.
Como o vôlei entrou em sua vida?
O vôlei entrou em minha vida por intermédio da minha mãe. Minha mãe foi atleta do UTC (Uberlândia Tênis Clube) na adolescência, inclusive, sendo campeã brasileira pela Seleção Mineira. Desde pequena, brincava com a bola de vôlei em casa junto com minha mãe e minha irmã. Também acompanhava minha mãe nos jogos e treinos dela no Praia Clube e, ali, aprendi os primeiros fundamentos do vôlei. Logo em seguida, aos 8 anos, fui jogar no Praia Clube, onde comecei a treinar e a jogar competições.

Como é sua rotina?
Minha rotina é bastante agitada. Sempre treino duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde, e viajo bastante para as competições, tanto com o Flamengo quanto com a Seleção Brasileira. Também tenho que cuidar da alimentação e nem sempre posso sair aos finais de semana, pois a vida de atleta me exige muita dedicação e cuidados nos períodos de descanso.
Consegue conciliar a escola com a vida desportiva?
Tem sido muito difícil conciliar os estudos com a vida de atleta, mas hoje tem-se muitos recursos tecnológicos que me ajudam no aprendizado e no cumprimento das obrigações escolares. Mas sempre ocorre adiamentos de provas e trabalhos por conta das competições e viagens.
O que a deixa mais ansiosa?
O que me deixa mais ansiosa é quando sofro alguma lesão, pois aí tenho que me dedicar ao tratamento, fisioterapia, etc. As lesões me preocupam, pois também me prejudicam quanto ao rendimento exigido pelos clubes e seleção. Também fico ansiosa quando fico muito tempo sem ver minha família. Nós nos falamos, diariamente, por vídeos chamadas, mas nada supre a presença física deles na minha vida. Amo minha família e sinto muitas saudades, pois saí de casa aos 14 anos para o Rio de Janeiro para ir jogar no Flamengo.
O que gosta de fazer nos horários de folga?
Nos horários de folga gosto de sair com minhas amigas, mas, principalmente, ir para casa, em Uberlândia, comer da comida feita pela minha mãe, do churrasco que o meu pai faz (o melhor churrasco do mundo), ver meus primos, tios e avós.
O que te inspira?
Sou muito inspirada por Deus. Meu pai sempre leu a Bíblia em casa e os ensinos de Jesus Cristo sempre me inspiraram. Meus pais são também minha fonte de inspiração. Compartilho tudo com eles e procuro seguir seus conselhos.
Como foi a sensação de vestir a camisa da seleção brasileira?
É indescritível a sensação de vestir a camisa da seleção brasileira, representar o meu país. O Brasil é um país enorme e com milhares de bons atletas. É uma grande honra poder jogar em nome do meu país e epresenta-lo perante outras nações. Meu primeiro contato com a seleção brasileira foi aos 14 anos de idade. Joguei, em 2021, o Mundial Sub 18, no México, com 15 anos de idade e fui a capitã da Seleção Brasileira de Vôlei, uma honra muito grande. Neste ano de 2022, fomos campeãs invictas sul-americanas com a Seleção Brasileira Sub 21, no Peru, e agora em outubro de 2022 estou indo novamente para outro sul-americano com a Seleção Brasileira Sub 19, sendo novamente a capitã.
De que maneira avalia a sua experiência pela Seleção? A experiência de participar da seleção brasileira, em um mundial e dois sul-americanos, foi fantástica. Aprendi muito e aprimorei bastante a técnica, além de adquirir experiência e vivência que me ajudarão para o resto da vida. Um aprendizado excelente, tanto como pessoa quanto como atleta. Aprendi a lidar melhor com as frustrações, derrotas e desafios, sempre buscando superá-los, acreditando que há sempre algo a melhorar. Aprendi que o trabalho em equipe é fundamental, que devemos ajudar uns aos outros para conseguirmos vitórias, que ninguém vence sozinho. Valorizar o colega de equipe, respeitar e seguir as orientações da comissão técnica, e honrar os torcedores e familiares são fundamentais para uma caminhada de sucesso.
Citando Carlos Drummond de Andrade, em referência à sua cidade natal, que assim afirmou em sua poesia, Confidência do Itabirano, “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!”, a cidade de Uberlândia, para a Aline Segato Maestri é apenas uma fotografia na parede?
Uberlândia é a melhor cidade do mundo e o melhor lugar para se viver. Tenho muitas saudades de casa, dos amigos, das escolas onde estudei, do clube que frequentava, enfim, da família e amigos que aí se encontram. Meu coração sempre bate de alegria quando recebo a notícia de folga, porque aí volto para casa, para as minhas origens. Como disse o poeta: a saudade dói!!!

E quais são seus planos e metas para o futuro?
Com relação ao futuro, minha esperança e fé em Deus é que continue servindo à seleção brasileira, tanto nas categorias de base como na seleção principal, e me firmar como atleta profissional no Sesc/Flamengo. Estou tendo uma grande oportunidade com o Bernardinho no Sesc/Flamengo e quero aproveitá-la ao máximo, ajudando minha equipe a conquistar títulos.
Quais são os principais títulos
conquistados pela Aline Segato?
Campeã da Catalunha Sub 11 com o Barcelona (Espanha) Campeã Mineira Sub 14 com o Praia Clube.
Campeã Brasileira de Seleções Sub 19 com a Seleção Mineira.
Campeã Estatual, Sub 18 e Sub 20, com o Flamengo. Campeã Brasileira nas categorias Sub 17, Sub 18 e Sub 21 com o Flamengo.
Campeã Sul americana Sub 21 com a Seleção Brasileira.
