Pensando o Agro Brasil 

Gustavo Galassi | Presidente do Sindicato Rural de Uberlândia

“Vejo que o Brasil está buscando novos mercados, o que é positivo”

Pensando o Brasil futuro, qual é o cenário ideal? Podemos pensar em cenários de curto, médio e longo prazo. Creio que o agronegócio no Brasil terá melhorias significativas nos próximos meses devido ao crescimento da economia. Fato que movimenta vários segmentos, como por exemplo a produção leiteira, que lucra com o maior consumo de seus derivados, a produção de bovinos, com as famílias comprando mais, entre outros. O dólar, no patamar que está, favorecerá muito a exportação por um determinado período e creio também que teremos preços firmes na pecuária de modo geral, tanto de suínos, como aves e na bovinocultura. O país segue em crescimento e estamos bem otimistas quanto a isso, mas infelizmente temos muitos gargalos relacionados ao agro que o Brasil precisa corrigir, porém sabemos que não será de imediato, principalmente na parte logística, ponte em que o País ainda é muito deficitário. O escoamento da produção é carente, basta observar a relação entre o potencial das regiões produtoras da porteira para dentro e o desperdício no momento do transporte.
Outra questão a ser corrigida no Brasil é a tributária, principalmente para deixar de penalizar quem produz. O ônus ainda é da parte produtora. Vejo que o Brasil está buscando novos mercados, o que é positivo. Outro ponto que analiso com otimismo é a tendência a uma revolução tecnológica através da busca por soluções por meio de startups que facilitarão a vida dos produtores em todos os setores. Acho válida aquela tentativa que há muito tem sido feita pelas entidades de convencerem os produtores a se capacitarem por meio de cursos, palestras e treinamentos, tornando-se mais eficientes para competirem em um mercado com margens de lucro cada vez menores. Uma grande preocupação de nossa parte é o acúmulo de mercado na mão de grandes multinacionais, o que é perigoso. Devemos sempre observar este movimento e criar alternativas para que não fiquemos na dependência de grandes empresas controladoras de mercado, seja no setor de cana-de-açúcar, soja, milho ou carne. No geral, creio que há uma tendência positiva. Passaremos por uma revolução tecnológica na área rural, pois somos o setor com menor crescimento de startups no mundo e, portanto, apresentamos potencial gigante de crescimento. A tecnologia vem forte para ajudar o produtor a ter mais eficiência. Passaremos por um período positivo, no entanto, dependemos dos governos e das entidades para corrigirem esses gargalos que vêm de longa data.

 

 

 

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