Gestão de pessoas: empatia nas relações humanas deve estar em sintonia à visão de negócios

Para 64% dos profissionais da área, a capacidade de adaptação precisa ser intensificada nesse período

 

 

O ano de 2020 mudou costumes e comportamentos por conta da Covid-19. Assim como os setores da saúde e da economia, o departamento de Recursos Humanos também se esbarrou com desafios e precisaram agir rapidamente.

Muitas empresas foram forçadas a adotar o home office, refletir sobre desenvolvimento, clima, engajamento e outros conceitos do RH e o resultado foi surpreendente, comenta a gerente executiva da Fundação CDL Uberlândia, Bânia Vieira Poli. “As oportunidades e capacidades do trabalho remoto se uniram com a transformação digital e a maioria das empresas que pôde adotar o home office, se adaptou às novas rotinas. Vimos como algumas empresas tomaram medidas rápidas para se amoldar, traçaram uma comunicação assertiva para não causar insegurança, já que em momentos de crise, o nervosismo e a ansiedade ficam mais aflorados. O foco numa hora dessas é ajudar os profissionais a serem resilientes para não impactar na saúde e na produtividade”.

Conhecer o colaborador

O capital humano é a mola mestra para o sucesso de toda empresa. “Um dos pontos nesse processo para ter uma gestão eficaz é ter uma percepção assertiva sobre cada colaborador e compreender o modo de agir e pensar dos profissionais, sobretudo, em momentos de crise. Além disso, o gestor de RH precisa, mais do que nunca, de ter abertura para dialogar com as lideranças e andar juntos com profissionais de múltiplas formações, como economistas, advogados, gerentes de projetos, dentre outros, e assim tomar decisões embasadas”, ressalta Bânia.

Outro fator que merece ser considerado para tomada de decisões de negócio efetivas são a base de dados, como o histórico de performance dos colaboradores, a taxa de absenteísmo, o clima organizacional e o andamento e cumprimento das metas. “Na hora de precisar fazer um desligamento essas informações serão valiosas. Porém, a empatia nas relações humanas poderá ser ampliada em sintonia à visão de negócios e aliada à compreensão de dados”, salienta.

Outro fator importante, explica Bânia,  que no caso de home office, equipes com know-how tecnológico precisam estar a postos para compreender e suprir as necessidades dos que precisam de sistemas para operar, e as empresas se certificar que os colaboradores estão bem acomodados no que tange a ergonomia.

Após a pandemia, muitas empresas permanecerão com o formato home office porque a capacidade de manter a entrega, mesmo com um quadro mais reduzido de trabalhadores, se manteve. O que vai ser bem mais constante, na visão de Bânia é comunicação mais constante e o engajamento por meio de prêmio por resultado ou outro benefício, tudo aliado à tecnologia, um olhar mais humanizado, empático e colaborativo. Também para trazer segurança para os profissionais tem sido necessário comunicar de forma transparente sobre as decisões que foram e ainda serão tomadas.

“Daqui para frente, as empresas adotarão mais a tecnologia, e para reduzir custos, usarão espaços compartilhados com outras empresas em um único espaço, para a divisão de contas, coworkings e home office, com algumas reuniões presenciais. A ideia é dar mais autonomia e liberdade aos funcionários que se mostrarem prontos para esse novo formato de trabalho”, enfatiza Bânia.

Pesquisa

A consultoria de desenvolvimento humano Wisnet desenvolveu o estudo RHs em Rede: Perguntas para Esse Tempo. No estudo, foram entrevistados, entre 23 e 28 de março deste ano, 115 diretores, superintendentes e coordenadores de gestão de pessoas de empresas de médio e grande porte. A mostra revelou que 74% enxergam como prioridade criar ou acionar um comitê de crise, 68% querem evitar ao máximo as demissões, 68% priorizam criar ações de saúde para os funcionários, 53% estão preocupados em manter o engajamento à distância, 52% priorizam o desenvolvimento de habilidades à distância e 34% dos RHs dizem que está na agenda de prioridade que as lideranças apoiem os times, 23% acreditam que está totalmente presente na empresa o fato de as lideranças atuarem como modelos a serem seguidos nesta crise e 22% dizem que está totalmente presente na empresa o fato de a liderança comunicar de forma clara e objetiva.

Gestão estratégica de pessoas – para a retomada dos negócios

De 12 a 14 de agosto, a Fundação CDL Uberlândia ministrará o curso sobre “Gestão estratégica de pessoas – para a retomada dos negócios”. O curso com duração de 6 horas visa identificar e desenvolver o profissional adequado para empresas e entender e realizar ações de gestão de RH que possibilitem maior alcance de resultados. O conteúdo programático contempla a Seleção e Avaliação de Perfil profissional, Gestão por competências, Ferramentas e técnicas de engajamento e produtividade, como aculturamento e políticas de reconhecimento, exemplos práticos de como acompanhar a equipe no cumprimento de metas, entre outros.

As inscrições estão abertas. Mais informações (34) 32393459 ou pelo WhatsApp (34) 996891876.

Sobre a ministrante

Bânia Poli: mestre em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade Federal de Uberlândia.

Psicóloga, formada pela UFU/MG. Pós-graduada em Recursos Humanos pela UFU tendo título de Especialista em Diagnóstico e Gerenciamento de Recursos Humanos. Possui MBA Executivo pela faculdade ESAMC em Gestão Empreendedora de Negócios. Possui mais 20 anos de experiência na área de Gestão de Pessoas e Recursos Humanos. Desde 2002 ocupa o cargo de Gerente Executiva da Fundação CDL. Desde 2007, é professora no curso de graduação em Administração de Empresas, Publicidade e Propaganda e no MBA Executivo da faculdade ESAMC.

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