DONA BEJA

UMA TRÁGICA HISTÓRIA DE AMOR DONA BEJA

No século XVlll, a cidade mineira de Araxá foi cenário de uma história de amor que marcou a cidade e acabou sendo até roteiro de novela. Ana Jacinta de São José, mais conhecida como Dona Beja, é protagonista dessa história e já ganhou duas homenagens na cidade, onde cresceu, se apaixonou e viveu parte da vida. Agraciada com uma fonte e um museu que levam o seu nome, Ana foi apelidada carinhosamente de Dona Beja pelo avô, que a comparava com a beleza e doçura da flor de hibisco, conhecido como “flor beijo”. Por onde passava, a bela jovem recebia olhares apaixonados, mas só se entregou ao amor quando conheceu o fazendeiro Manoel Fernando Sampaio, durante um curso da igreja católica. Os dois viveram um romance por longos anos até que, em 1815, Dona Beja foi raptada por um homem que a manteve como amante. Após dois anos, Ana conseguiu ir embora e foi direto em busca de seu amor, que já estava casado com outra mulher.

Com o coração partido, Beja prometeu nunca mais amar outro homem. Para se vingar de Manoel, a jovem juntou o dinheiro que tinha e construiu a Chácara do Jatobá, um bordel luxuoso, onde ela se tornou uma lenda ao escandalizar as famílias conservadoras da cidade.

No local, Ana atraía os homens com a promessa de que passaria a noite com aqueles que lhe pagassem bem. Mesmo com todo o dinheiro que havia ganhado, a jovem ainda não conseguia esquecer Manoel e, por isso, mandou que um escravo o matasse. Arrependida e desiludida, Ana foi julgada e absolvida pela Justiça e foi embora da cidade em 1853, rumo a Estrela do Sul – MG, com o sonho de ter a vida transformada

Marco histórico
A inegável existência de Dona Beja, comprovada por documentos e fortalecida pelas histórias contadas, fez com que a jovem tivesse a antiga residência transformada em Museu Dona Beja, localizado na Praça Coronel Adolfo, 98, no centro de Araxá. Por se tornar tão conhecida e desejada, as pessoas criaram lendas para explicar de onde vinha a beleza da Ana. A história mais conhecida é de que ela se banhava todos os dias na Fonte da Jumenta, que possuía águas milagrosas que concediam juventude e saúde. Essa fonte é aberta ao público e fica em Barreiro, Araxá.

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