Alexandre Pires

Foto: Maunto Nasci | Mauro Marques

Alexandre Pires, o nosso mineirinho, é o astro de capa desta Edição Especial de Aniversário comemorativa aos 13 anos da revista Cult no mercado de comunicação.

Pela terceira vez, ele é homenageado em reconhecimento ao seu brilhante trabalho na música nacional e internacional, projetando sempre o nome de Uberlândia em seus trabalhos e ações pelo mundo. Referência de talento e personalidade de grande destaque no cenário artístico, Alexandre Pires tem sido, ao longo de sua trajetória, um exemplo de simplicidade e profissionalismo, características que fizeram dele um dos mais queridos astros do showbizz, sempre com seu carisma, versatilidade musical, projetos inovadores e outros ingredientes que o colocaram no topo da galeria dos maiores artistas brasileiros.

Alexandre Pires do Nascimento é capricorniano, nascido no dia 8 de janeiro de 1976, em Uberlândia – Minas Gerais.É casado com Sara Campos e os dois são pais de Júlia e Arthur. Alexandre é também pai de Ana Carolina, fruto de um relacionamento que teve na adolescência. Iniciou sua carreira em 1989, quando decidiu, ao lado do irmão Fernando e do primo Juliano, montar o Só Pra Contrariar (SPC), nome dado em homenagem à canção do grupo Fundo de Quintal. Em 1993, o Só Pra Contrariar lançou o seu primeiro disco, “SPC – Só Pra Contrariar”, com Alexandre Pires nos vocais. Com as músicas “Que se chama amor”, “A Barata” e “Domingo” que estouraram nas rádios brasileiras, o grupo ganhou fama nacional, gravou mais seis álbuns de sucesso e alcançou a impressionante marca de 3 milhões de discos vendidos com um único trabalho e 10 milhões ao todo.

A carreira internacional do cantor também teve início com a banda. O sucesso das músicas “Depois do Prazer” e “Mineirinho”, lançadas no Brasil em 1997, levou o SPC a gravar um álbum em espanhol que vendeu 700 mil cópias nos países hispânicos. O grande sucesso do grupo também rendeu o primeiro disco internacional de Alexandre Pires, “Quando Acaba el Placer”. Está na coletânea de hits do Só pra Contrariar, regravados em castelhano, marcando o início de uma carreira brilhante desenvolvida pelo cantor no mercado latino com vendagens expressivas.

O seu sucesso e carisma pessoal foram tamanhos que ele se viu obrigado a deixar o grupo Só pra Contrariar – depois de mais três discos: Só Pra Contrariar (álbum de 1999 que destacou a faixa “Sai da Minha Aba”), Bom Astral (2000) e SPC Acústico (projeto ao vivo de 2002) – para partir em carreira solo pelo mercado internacional. Como prioridade da gravadora BMG Latina, Alexandre Pires lançou seu primeiro disco solo em espanhol ainda em 2001, “Es por Amor”, intitulado “É Por Amor” na edição brasileira. Em castelhano, o álbum foi divulgado em mais de 25 países de língua espanhola, inclusive na comunidade latina residente nos Estados Unidos. O carro-chefe do disco foi a balada “Usted se me Llevó la Vida”.

Foto: Leonardo Lima

Em 2003, ao ser recebido na Casa Branca pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Alexandre Pires posou para fotos com o presidente americano, para o qual tocou violão e cantou “Garota de Ipanema” em português e inglês. O histórico encontro com Bush confirmou o meteórico sucesso mundial de Alexandre Pires. A projeção internacional rendeu a Alexandre Pires gravações com ídolos como Gloria Estefan e Rod Stewart. Em 2003, lançou o seu segundo disco internacional, “Estrella Guia”, que destacou a faixa “Amame”. O êxito do álbum mostrou que o sucesso já não tinha fronteiras para o carismástico e talentoso Alexandre Pires.

Em 2013, Alexandre voltou ao grupo Só Pra Contrariar para uma turnê em comemoração dos 25 anos de carreira do grupo e encerrou a turnê comemorativa em 2015. No mesmo ano, lançou seu disco solo “Pecado Original” com o sucesso “Barraqueira” e a regravação de “O meu sangue ferve por você”. Em 2008, gravou em sua querida Uberlândia o CD e DVD “Em Casa”. Destaque para as canções “Pode Chorar” e “Delírios de Amor” com o Grupo Revelação, além de hits conhecidos do cantor. O DVD teve participações de Ivete Sangalo, Daniel, Alcione, Perlla e dos cantores angolanos Yolá Araújo e Anselmo Ralph. Em 2010, retorna no disco de inéditas “Mais Além”, com destaque para “Eu Sou o Samba” com participação de Seu Jorge, e as baladas “Quem é Você” e “Erro Meu”. O álbum rendeu no ano seguinte um CD/DVD ao vivo: “Mais Além – Ao Vivo”. Em 2012, Alexandre grava seu terceiro DVD solo “Eletrosamba”, com a participação de Cláudia Leitte, Xuxa, Abadia Pires, Só Pra Contrariar e Mumuzinho.

Em 2014, um audacioso projeto uniu os grupos Raça Negra e Só pra Contrariar que juntaram forças e sucessos dos anos 1990 no show “Gigantes do Samba” gravado em CD e DVD. Com seus respectivos vocalistas Luiz Carlos e Alexandre Pires, o Raça Negra e o SPC reuniram multidões em turnê e hits como Quando te encontrei, Deus me livre, Cigana, Que se chama amor, Depois do prazer e Essa tal liberdade.

Em 2017, Alexandre lança em CD e DVD o sofisticado álbum “DNA Musical”, onde revela suas influências dos cantores da MPB, com participações especiais de Caetano Veloso, Milton Nascimento, Jorge Ben Jor, Martinho da Vila, Djavan e Gilberto Gil. “Poder interpretar aquilo que sempre ouvi na minha casa e ter o carinho daqueles que fizeram a nossa música brasileira ser a mais linda de todas foi um grande sonho realizado, meu e da minha família”, enfatiza. Seja em carreira solo ou no grupo Só Pra Contrariar, onde participou por mais de 13 anos, Alexandre Pires é um dos artistas mais populares oriundos da década de 1990. Sempre iluminado, segue sua trajetória cantando, tocando, dançando, interpretando e cativando platéias com a classe e a sedução de um verdadeiro showman.

O Baile do Nêgo Véio Alexandre Pires – que se define como “um grande operário da música” – está em turnê pelo Brasil com “O Baile do Nêgo Véio” – projeto itinerante com hits dos anos 1990. Com três horas de duração, o show reúne canções que estouraram nas paradas de sucesso das emissoras de rádio. O repertório é composto de músicas que até hoje fazem o público cantar e dançar, como “Liberar geral”, da banda Terra Samba, “Cheia de manias”, do grupo Raça Negra, “O canto da cidade”, da cantora baiana Daniela Mercury, e alguns sucessos de Alexandre Pires, como “A Barata”, “Que Se Chama Amor”, “Domingo” e “Depois do Prazer”.

A expressão “Nêgo Véio”, que dá nome à turnê, é a forma pela qual Alexandre é carinhosamente chamado entre os amigos. O baile é também recordação de uma trajetória que começou em Uberlândia e ganhou projeção nacional. Para suportar o ritmo de um show tão longo foi necessária uma preparação física e vocal, mas Alexandre garante que, do palco, não vê o tempo passar. “É impressionante, acabo o show querendo mais e sinto que o público tem a mesma sensação”, revela. Também no momento, Alexandre Pires segue com a turnê “Mi Corazón Latino”, cantando em espanhol, pela América Latina.

A diferença entre os trabalhos é evidente. De um lado, cores vibrantes e diferentes tipografias destacam a brasileirice do “Baile do Nêgo Véio”. De outro, em tons discretos e de terno branco, Pires convida em espanhol os fãs latinos ao projeto internacional. São shows completamente diferentes, inclusive com duas bandas distintas. Entre tantas diferenças, algo não muda: a receptividade dos fãs. Na opinião do cantor, se antes torciam o nariz para os pagodeiros, hoje quase não há rejeição ao ritmo e a internet teve papel de destaque nesse fenômeno. “Hoje você não tem aquela obrigação de ouvir uma determinada rádio esperando um determinado gênero. Você tem uma playlist e pode escolher ouvir o que quiser, quando quiser”. Mas ressalta que não aposta em outros mercados. “Eu sempre faço o que é a minha verdade, aquilo que faz parte do meu crescimento e da minha formação musical”, acentua o cantor. 

Bate-papo com Alexandre

Confira nossa entrevista com Alexandre Pires. Apesar da agenda lotada e das turnês pelo Brasil e América Latina, ele respondeu nossas perguntas com a simpatia, atenção e cordialidade que sempre marcaram seu comportamento e respeito a nossa revista, a sua querida Uberlândia e ao seu grande público.

Foto: Leonardo Lima

Você é um artista completo (canta, dança, toca e representa). Isso tem sido o seu grande diferencial?
Sempre tento trazer algo diferente para o meu público. Então, sempre vou pegando referências e acho que isso pode ser sim algo de diferente.
Como você se encaixa no cenário atual da música brasileira?
Como um músico que está a serviço da música, tentando sempre trazer o melhor.
Você pretende fazer novos projetos em parceria, como o recente e bem-sucedido “Gigantes do Samba”, com o grupo Raça Negra?
A princípio não, fizemos alguns, acho que já está bom.
Na sua trajetória qual o ponto que você considera que mais evoluiu até agora?
Não sei lhe dizer. Acho que cada momento tem algo em especial.
Deixe uma mensagem ao público de Uberlândia e a esta cidade que você tem o maior prazer em divulgar no Brasil e no mundo.
Eu amo Uberlândia e vou levar isso para onde eu for sempre.
Como você se sente ao ser capa da revista Cult pela terceira vez?
Para mim é muito gratificante poder fazer parte dessa revista tão importante.

 

I Jornalista: Chico Lúcio I

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