PENINHA 

Fernando Prado | Comunicador Multimídia

Foto: Arquivo Pessoal

VIVO DE MÚSICA E FORMEI SETE FILHOS COM A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

O compositor e cantor Peninha falando ao nosso colunista Fernando Prado

Não há como nunca ter ouvido uma música composta ou cantada por Peninha, as que ele não gravou permitiu que outros grandes nomes da música brasileira as gravassem, como Tim Maia, Sandra de Sá, Caetano Veloso, Fábio Júnior, Daniel, Alexandre Pires, Roberta Miranda, José Augusto e a lista ainda segue extensa. Tive o prazer de falar rapidamente com este grande mestre.

Compondo, cantando e vivendo de música desde 1972, existe uma fórmula em um país tão avesso à profissionalização dos artistas?

Não é fácil! Mas vivi e vivo de música e formei sete filhos com a música popular brasileira, não é brincadeira não. Tem coisas que acontecem na vida da gente que não tem muita explicação, com certeza Deus ajuda.

E como você acompanhou ao longo da carreira as mudanças no mercado e na tecnologia no que se refere à forma de pensar e realizar suas composições?

Este é um momento que acontece uma espécie de apocalipse, não é? Então facilita pra todo mundo, para o artista jovem e também para o cara que está velhinho e tem uma boa ideia, porque a internet permite essas coisas espontâneas. Então, acho que nesse sentido é um momento bom, de espaço para todo mundo. Uns acontecem pelo investimento pesado de empresários e outros que não tiveram nenhum investimento também conseguem seu espaço na internet e esse cara pode ter 22 anos ou 63 anos, isso é bom.

Você escreveu canções interpretadas por artistas de diversos gêneros musicais. Quando você escreve, já decide que ritmo essa letra terá, ou a princípio, a letra é apenas uma letra?

Apenas uma letra que pode se encaixar em qualquer gênero musical, em qualquer artista e ritmo. Quando eu fiz a música “Sozinho”, achei que tivesse criado uma música adolescente e na época procurei a Patrícia Marx e não deu certo, para você ver que eu estava enganado. A música foi gravada pela Sandra de Sá e ficou maravilhoso na voz dela, mas uma que eu acertei foi “Alma Gêmea” do Fábio Júnior, eu fiz achando que era pra ele, e era! Para você ver, “Que seja eterno enquanto dure este amor…” não fiz pensando em pagode, inclusive João Paulo & Daniel gravou, mas foi virar sucesso com Negritude Jr. Inesperado!

Existe a canção perfeita?

Acho que ainda não foi feita. As minhas, pelo menos não, ainda falta muito!

 

 

Fernando Prado é comunicador multimídia, apresentador de TV, Rádio e Eventos. Em seu site fala de comunicação, criatividade e agenda cultural.

www.fernandoprado.com

 

 

 

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