Assis Guimarães

Arlindo Maximiano Drummond

Fotos Arquivo Pessoal

Sua arte é uma dádiva como as outras que ficaram escondidas

e hoje abrem com destaque exposições em galerias e museus.

“O que fazes aqui ainda Assis? Se o seu plano não é esse e ficas a humilhar os que tentam competir ou copiar o humano que não és? Por que insiste? Queres culpas ou glórias? Já te amam, não só sua arte, amam seu trejeito também”.  Este seria o condenar de um Anjo Crítico Caído para um artista puro que é Assis Guimarães. Sabemos que não entende, mas sabe o que produz, deixando seu público interpretar à sua vontade o longe entender. Necessidade misteriosa de criar o objeto que só ele enxerga, escondido até então e descoberto por abençoados únicos. Mente que não descansa e sabedora do seu pouco, mas bem aproveitado tempo, produz milagres. Há cinco séculos talvez fosse melhor compreendido e hoje estaria consagrado com os outros gigantes das artes. Então, o que devemos fazer é antecipar aos próximos séculos e enxergá-lo com o já reconhecimento futuro que terás. Sua arte é uma dádiva que, sem surpresa nenhuma, foi como as outras que um dia ficaram escondidas e hoje abrem com destaque exposições em galerias e museus. Alguns já te colecionam e admirando antecipadamente o que muitos correrão atrás, deixarão para a posteridade trabalhos únicos. Sem compromisso com a verdade absoluta ou o futuro, me atrevo a criticar. Desmancho a obra do artista que se matou por ela, mato e restauro a cria daquele que num lampejo criativo jamais voltará a essa fase. Que injusto é julgar, que pecado cometo quando analiso imperfeições onde não há, mas me torno o mal necessário para o crescimento daqueles que já nasceram andando muito à nossa frente. Então critico, e nesse momento o todo toma outra direção deixando de obedecer, parte para outro patamar, dando o passo seguinte agora com mais genialidade.

 

 

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