Justiça do Trabalho de Araguari destina verba para Uberlândia

Determinados a identificarem os infectados e combaterem a disseminação do novo coronavírus, diversos municípios solicitam verbas para a compra de testes rápidos

Em decorrência do aumento deliberado de casos do novo coronavírus no país, o Brasil e o mundo procuram realizar medidas urgentes a fim de provocarem o achatamento da curva de contágio, ou seja, fazer com que demore mais tempo para duplicar o número de casos. Entretanto, o número de testes de coronavírus no Brasil são insuficientes comparado ao número de suspeitos da nova gripe. Por isso, especialistas acreditam que o número de casos no país, apresentados pela taxa de contaminação e de mortalidade, podem ser maiores do que os apresentados.

Novo kit de diagnóstico do coronavírus. Foto: banco de imagens

A Organização Mundial da Saúde frisou inúmeras vezes a importância dos testes no combate à doença “Não é possível combater o vírus sem saber onde ele está”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS. O Brasil já possui testes que atestam o vírus em pacientes hospitalizados ou em isolamento social, entretanto, os resultados não ficam prontos na hora, o que permitem a disseminação do vírus. Dessa forma, sem saber o número total de infectados, municípios de várias partes do país resolveram comprar kits por conta própria, e Uberlândia não ficou para trás.

Na última quinta-feira (02/04), via Ministério Público do Trabalho, o Município de Uberlândia solicitou em Araguari, a liberação de um milhão de reais destinados a compra de testes rápidos de identificação da COVID-19. Esta ação atende aos interesses regionais, tendo em vista que a rede pública hospitalar de Uberlândia é referência em atendimento médico nas cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, incluindo Araguari, onde transmita a presente ação.

Os testes são feitos com uma pequena amostra de sangue, que em dez minutos, detectam os anticorpos que o nosso corpo produz contra o vírus. No entanto, o teste é indicado somente 7 dias depois do início dos sintomas, quando apresenta 80% de eficácia. Antes disso, o paciente ainda não produziu anticorpos e o teste poderá apresentar resultado negativo para a doença.

Primordialmente, a realização dos testes em profissionais de saúde será priorizada, a fim de evitar a contaminação de outros pacientes e a perda do trabalho médico em um momento como este. Assim como, em seguranças e equipes de limpeza que convivem muito no ambiente hospitalar.

“Prestem atenção que o número de casos confirmados, a partir desta semana, vão começar a ter um aumento. O que significa esse aumento? A testagem que está represada (…)”, afirmou Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, em entrevista no Palácio do Planalto em Brasília.

Por Communicare Jr. | Mariana Palermo

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